Em um final de semana
Em épocas como essa eu fujo de pessoas que me delimitam. Pessoas que pensam que sou uma árvore na qual uma vez o tronco nasce torto, morrerá torto. Não posso ser mudada. Não posso crescer, criar asas, me modificar com experiências vividas e ouvidas.
Digo que não sou o que penso que sou e muito menos o que pensam que sou. Estou em estado de mudança a cada segundo da minha vida. Meu caráter é formado a cada dia de acordo com aquilo que quero que mude. E eu quero mudar! Eu quero ser cada vez mais livre da escravidão humana e da alienação do meu ser. Eu quero crescer como uma semente germinada em um terreno fértil. Quero poder me entender o máximo que puder, mesmo sabendo que talvez não chegue nem a metade.
Quem são vocês para julgar o que sou? Eu já não sou, eu fui! Minha mudança é digna de um tempo inacessível aos olhos humanos. Vocês apenas podem julgar o momento ao qual eu tive tal atitude. Mas triste conceito seus de delimitar tal atitude, construindo por si, meu caráter.
Eu não sou a mesma pessoa que ontem. Eu fui, eu mudei, me modifiquei. Para melhor? Para pior? NÃO, apenas para mim.




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